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Consumidoras são como deusas

“Mulheres, mais que rainhas, são como deusas. Têm comportamentos que oscilam entre o ´divino´ e o humano: se mal atendidas ficam iradas; se cativadas, voltam com a dádiva dos talões de cheques e cartões de crédito”.

          Consumidor hoje é real. Consumidora é rainha. Certo? Certo. Também são deusas. Saber o que se

          passa no coração das consumidoras, ou melhor, das mulheres é complexa e imprescindível à sobrevivência mercadológica. Inspirada em obras  artísticas e literárias a psicologia analítica traçou perfis do psiquismo humano. Decifrando os símbolos – presentes em todas as criações, ela avaliou, quantificou e concluiu: alguns comportamentos se repetem ao longo de gerações. O que muda é, digamos, o estilo e o contexto de suas manifestações. Estão calcados nos impulsos de conhecimento, liberdade, sexualidade, espiritualidade, maternidade, vinculação. Os medos e aspirações – femininos – também foram simbolizados e decodificados.

          Analisando a Mitologia Grega, pode-se compreender as mulheres sob a ótica de seis padrões, representados e expressados por seis deusas. A cultura e a classe social, entre outros fatores, determinam doses e misturas diferentes.

         
Mulheres – Atena  são guerreiras, lutadoras, obstinadas. Apreciam as artes intelectuais. “Devoram” livros, são habilidosas em línguas e excelentes alunas. Destacam-se em profissões de habilidade lógica e raciocínio linear-objetivo. São “fortes”, mas querem ter o direito de  “ter medo de barata como qualquer mulher”. Consomem conhecimento de ponta, são “up to date”, mas sonham em “poder ter” o romantismo, os filhos ( que nunca chegam devido à falta de tempo ) e a dedicação ao marido ( tão “escasso” no mercado amoroso ). Lidam com a Selva de Pedra, diferentemente das Mulheres-Ártemis.

          Estas, ligam-se ao naturismo apreciam a liberdade e os exercícios físicos. Estão nas feiras ao ar livre, nos restaurantes de comida natural e nas lojas de artigos práticos. Usam roupas básicas: malhas, tênis, tamancos – estão prontas  para “subir em árvore”. Seu lema é “ser livre”. Levam a natureza para casa: móveis rústicos e artesanais, ambientes ventilados e luz natural. Estão nas academias de ginástica e no ecoturismo. “Vítimas” da tecnologia da “robotização” e dos “frios” centros urbanos, buscam o calor que falta em suas vidas na natureza. Esse mundo “perdido” é resgatado pelo contato com animais de estimação e plantas, clubes campestres, condomínios fechados, sítios, praças arborizadas e parques ecológicos.

         
Mulheres – Afrodite valorizam a beleza e a sensualidade. Estão nos salões, desfiles e revistas de moda. Adoram cosméticos, langeries, perfumes e tudo o que esteja ligado ao mundo da estética e do estímulo aos cinco sentidos. Têm habilidade em misturar cores e texturas. Quando se deparam com o pré-conceito de que a “mulher bonita é burra” e não se sentem intelectualmente valorizadas entram em chaga. Então, almejam o status, os títulos, o casamento “perfeito” para “compensar”  os efeitos embriagante, mas passageiros, da beleza.

         
Para Mulheres – Deméter ser mão é princípio fundamental. Seja de seus filhos ou de outros, são rodeadas de crianças. Enfocam o que cresce e é pueril. Tem compulsão a dizer sim e dificuldade em dizer não. Sacrificam-se em função do outro – como mãe e filho. Caseiras, equipam o “lar” com tudo o que prolongue sua permanência nele: eletrodomésticos práticos e modernos, decoração “aconchegante”, despensa cheia, localização fácil ( próximo a pontos de ônibus e táxis ), assim podem receber – acolher – as pessoas que as visitam.

         
Mulheres – Perséfone evocam o “poder protetor” dos duendes, fadas, cristais, velas e incensos, que devem trazer conforto e  “boas energias” . Lêem esoterismo e teorias de “outros planos de existência”. Têm dificuldade de conciliar o universo fluido em que vivem com o mundo exigente e material de hoje. Mergulham em retiros  e viagens relaxantes. Não são materialistas e se conectam com o que as “proteja” das más energias da era moderna.

         
Mulheres – Hera almejam o casamento. O marido está em primeiro lugar. Sua vida acontece nos bastidores dele. Apreciam “poder social tradicional”. Estilos clássicos de padrão econômico político e ideológico têm sai simpatia. Discretas se saem de casa sem o marido, fazem-no durante o dia, com conhecidas e filhos.

         
Vão a lugares seguros em relação ao assédio de outros homens como shoppings e usam e maquiagem “comportadas”, para não chamar a atenção. Não dão importância às amizades, saem com seus maridos. Seu lema é “para onde você for eu irei”. Sua carreira não é importante como a dele. Sua carreira “é ele”.           As personagens mitológicas sinalizam  expressam trilhas interligadas para entender o mundo feminino. Mulheres, mais que rainhas, são como Deusas. Têm comportamentos que oscilam entre “divino” e o humano: se mal atendidas, ficam iradas; se cativadas, voltam com a dádiva dos talões de cheques e cartões de crédito. Seus atributos são “peso pesado” na arena mercadológica.

          Luciana Cleto Diniz, psicóloga e  consultora especializada em marcas

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Contatos: Diniz Neto – dinizneto@rbsul.net  – (44) 9916-9496

 


“Mulheres, mais que rainhas, são como deusas. Têm comportamentos que oscilam entre o ´divino´ e o humano: se mal atendidas ficam iradas; se cativadas, voltam com a dádiva dos talões de cheques e cartões de crédito”.



















 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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